pub-5468756460556452 R37 Scout: Honda, novo reforço do Botafogo

28/01/2020 - por R37 Intersect

Depois da grande mobilização da torcida do Botafogo nos últimos dias, o japonês Keisuke Honda finalmente aceitou a proposta do alvinegro e já está a caminho do Rio de Janeiro para assinar com o Glorioso. Como foi o desempenho do meia de 33 anos nos últimos anos? O que podemos esperar deste reforço internacional no futebol brasileiro? Confira na análise do R37.

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Antes de analisarmos os números de Honda nos dois últimos anos é preciso fazer uma ressalva: dos 28 jogos que o japonês fez nas temporadas 2018/19 e 2019/20, somente 4 aconteceram pelo Vitesse, da Holanda. Nos últimos 6 meses o novo reforço do Botafogo só atuou por 270 minutos.

 

Pelo Melbourne Victory, da Austrália, seus índices foram bem satisfatórios: em 24 partidas o atleta conseguiu participar diretamente de 16 gols de sua equipe. Atuando em um país onde o calendário é muito mais brando, o japonês conseguiu jogar quase todas as partidas e ter um bom rendimento. Confira no vídeo abaixo todas as vezes em que o meia balançou as redes ou deu uma assistência nos últimos 18 meses.

Por mais que metade dos gols do japonês no futebol australiano tenham acontecido em penalidades máximas, fica claro no vídeo acima que o jogador tem uma qualidade técnica acima da média. Mesmo atuando como um meia, o jogador sabe aparecer bem como elemento surpresa dentro da área, fazendo, inclusive, alguns belos gols de cabeça.

 

Um ponto que pode causar preocupação na torcida alvinegra é o nível de competitividade do japonês. Sem render bem em um futebol de bom nível (Holanda), será que o atleta vai responder bem no futebol brasileiro? Mesmo sem ter a resposta para essa pergunta, um paralelo interessante é analisar seu rendimento no futebol mexicano.

 

Na temporada 2017/18, quando atuou pelo Pachuca, o novo reforço do alvinegro teve índices excelentes: em 37 partidas pelo clube mexicano, o japonês balançou a rede 13 vezes e deu 7 assistências. Para efeitos de comparação, Gabrel Cortéz, outro badalado reforço do Botafogo, atuou no mesmo período no México e teve um rendimento bem abaixo. Em 21 partidas pelo Lobos (11 como titular), o equatoriano marcou 2 gols e serviu seus companheiros 3 vezes.

 

Gols e assistências à parte, é importante destacarmos o poder de criação de Honda nos últimos meses. Além das jogadas que resultaram em gol, quantas vezes o veterano deixou um companheiro em boas condições de marcar? Para não ficarmos só com números, analisamos todas as ocasiões claras de gol que o novo reforço alvinegro criou no período de Austrália e Holanda.

Sem conseguir criar nenhuma boa chance no futebol holandês, o japonês teve um bom rendimento na Austrália, servindo seus companheiros 18 vezes em 24 partidas. Com muita qualidade nos passes e nas bolas paradas, o atleta tem predicados suficientes para agregar valor ao elenco do Botafogo.

 

Mesmo sendo um meia é importante destacarmos o poder de finalização do atleta. Conhecido pela qualidade nos arremates, como foi o aproveitamento do japonês nos últimos anos? Confira no vídeo abaixo como foi o rendimento de Honda quando uma boa chance de gol apareceu.

Balançando as redes em 8 das 12 chances claras que teve, Honda foi letal na finalização nos últimos 18 meses. Mesmo não sendo um centroavante de ofício, os 66% de aproveitamento são dignos dos melhores matadores do país. Por mais que o jogador não vá ter um caminhão de oportunidades, podemos esperar finalizações precisas quando a chance surgir.

 

Mesmo com a inegável condição técnica do atleta é preciso pontuar um aspecto negativo: o calendário brasileiro. Atuando em bom nível nos últimos 2 anos em ligas com poucos jogos (México e Austrália), será preciso muita inteligência para dosar a presença de Honda ao longo de 2020. Com o sonho de disputar uma última grande competição por sua seleção (Olimpíada), podemos esperar um jogador com muita vontade de estar em campo.

 

Peso do calendário à parte, a contratação de Honda é, sem dúvidas, a melhor ação do Botafogo nesta janela de transferências. Com 33 anos de idade, o japonês ainda tem lenha para queimar e, se tiver um rendimento semelhante ao que teve no Pachuca, será um belo reforço para o alvinegro. Além de todo potencial técnico, o jogador agrega valor também fora de campo: a estrela japonesa tem tudo para potencializar o marketing do clube e, principalmente, contribuir para o resgate da autoestima dos torcedores do Glorioso.

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