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INDIVIDUALIDADE SOBRESSAI A CAOS DEFENSIVO EM IMPORTANTE VITÓRIA

POR - MARCELLO COHEN

A situação do Flamengo está muito clara. Especialmente após o jogo contra o Vasco, a necessidade de muitos ajustes fica escancarada. A defesa passa seu pior momento da era Ceni. A exposição e erros no meio, posicionamento equivocado e recomposição assustadoramente lenta deixam erros individuais latentes e fazem a meta de Diego Alves ser vazada inúmeras vezes. A falta que Willian Arão faz no meio campo é o maior problema em nomes, já que o esquema se propõe a certa exposição. Agora a questão é muito maior, parte do coletivo, e cada vez mais um equilíbrio se mostra fundamental.

A proposta não é resumir a gigante vitória ao copo meio vazio. O Flamengo sempre cria situações. Falha em último passe e finalização aqui e ali, mas está sempre criando. Quando a coisa complicou, em muitos momentos, a individualidade dá seu jeito. Na Argentina, foram Arão, Diego, Gabi e Arrascaeta. O uruguaio merece destaque. Ficou provado, mais uma vez, como ele é a alma do time hoje. Sua ausência contra o Vasco foi incalculável para o diferencial ofensivo do time. Assim como as atuações contra Vélez e Palmeiras, só na curta temporada atual. Falando da última, foi o grande nome da arrancada final que terminou em Título Brasileiro. Que as questões de contrato sejam solucionadas para ontem, porque o cara é fundamental.

No mais, entre tantos entretantos, eu sigo recomendando desfrutar o presente. O Flamengo vive a história. Tem um time histórico. A vitória contra uma organizada equipe do Vélez foi de gente grande. Nunca é pouca coisa voltar da Argentina com três pontos na bagagem. O respeito que o clube conquista no continente é impressionante. O tom da cobertura local chama muita atenção. O Flamengo hoje impõe medo e respeito por onde passa. É a melhor coisa que um clube pode transmitir.

Troca de treinador é muito complicada hoje. Renato Gaúcho não transmite a segurança de outrora. Contratação gringa não é nada fácil atualmente. Cotação do Dólar e situação de pandemia não ajuda nada. São poucas as certezas válidas num risco calculado de estreia no meio de apertado calendário. Não dá tempo de errar em nomes. Os erros de Rogério são enormes, é inegável. A defesa precisa de ajustes dignos daquele carro de 5ª mão que tu pega a preço de banana. O Flamengo não pode entrar em campo contando que vai levar pelo menos dois gols. Ainda assim, uma mudança é risco desnecessário. Agora, com esse equilíbrio mínimo entre ataque forte e defesa segura, poucos são capazes de parar o rubro-negro.